Carlos Guerreiro Gomes

Adeus Tio.

“Pas m’enerve avec les frites Julien!”, tio Carlos anos 80.

“Esse fils de pute do Le Penne.”, tio Carlos 2003.

“O teu tio tem cancro.”, pai Outubro de 2015.

Então estás de dieta? E logo no Natal?
“- Ah e bãh. Como para o ano.”, tio Carlos 25 de Dezembro de 2015.

“C’est Daniel Papa. Il a venu por te voir Papa. T’a vu Daniel Papa?”, Lisa 22 de Fevereiro de 2016.

“Ele punha aqui os bolacha pára os pássaro comer.”, Lisa 22 de Fevereiro de 2016.

“Le cancer a venu pour le poumons, on va le prends pour le première étage.”, médica 22 de Fevereiro de 2016.

Já podes partir Tio. Tu fizeste tudo bem.

“Sa respiration a changé.”, Julien 23 de Fevereiro de 2016.

“Papa, papa! Tu n’est mort Papa. Tu n’est mort Papa.”, Julien 23 de Fevereiro de 2016.

Lisa vem depressa.

“Rester bien. Mon petit Papa.”, Lisa 23 de Fevereiro de 2016.

“A mãe disse pra te dar mutos beijinhes. Mas tu já nã ouves. Tu já nã sentes…”, avô Daniel 23 de Fevereiro de 2016.

As 48 horas mais tristes da minha vida.

Carlos Guerreiro Gomes

Carlos Guerreiro Gomes

 

The Case for the Preservation of R&D Project Websites

By Daniel Gomes, Arquivo.pt – the Portuguese Web Archive

Although most current Research & Development (R&D) projects rely on their sites to publish valuable information about their activities and achievements, these sites and the information they provide typically disappear a few years after the end of the projects. Web archiving is a solution to this problem.

Why preserve websites of Research & Development projects?

During the FP7 work programme the European Union invested millions of EUROS on R&D projects. Scientific outputs from this significant investment were disseminated online through R&D project sites. Moreover, part of the funding was invested in the development of the project sites themselves.

FP7projectDB

Sites of R&D projects must be preserved because they:

  • publish valuable scientific outputs;
  • are highly transient, typically they vanish shortly after the project funding ends;
  • constitute a trans-national, multi-lingual and cross-field set of historical web data for researchers (e.g. social scientists);
  • are…

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Mas afinal o que raio é que eu faço para defender a Natureza?

Desde que me lembro que eu me considero ser uma pessoa com grandes preocupações ambientais.

Sempre apontei o dedo com grande fúria e revolta contra aqueles porcos que deixam o lixo na praia, contra os japoneses que caçam baleias, contra o Chirac que explodiu o atol da Moruroa só porque sim, contra os políticos.

Oh sim, principalmente contra os políticos!

Essa massa homogénea de gente a quem eu posso atribuir a responsabilidade de tudo como se não fossem pessoas como eu e eleitos através do meu voto ou da minha abstenção.

Eu não tenho nada a ver com esta gente! Eu sou muito melhor do que eles!

Eu nunca atiro lixo para o chão e até ponho a quantidade absurda de plástico descartável que eu decido comprar todos os dias no ecoponto onde ela se irá transformar por magia em árvores, água, solo e outras matérias essenciais à Vida.

Eu sou um surfista. Eu amo a Natureza!

Até que um dia me olhei ao espelho e perguntei:

– Mas afinal o que raio é que eu faço para defender a Natureza?

A abstenção beneficia os grandes partidos. Vote!

Chocados? Ora então vejamos.

O número de eleitos é fixo por isso não interessa quantos cidadãos votam. Só interessa obter a maioria dos que votaram.

Sem abstenção

Supondo que em 100 cidadãos, 25 são militantes ou beneficiários de um grande partido e naturalmente vão sempre votar.
O partido com 25 votos obtém 25% dos eleitos.

Com abstenção

Mas com a abstenção de 50 cidadãos, o cenário muda radicalmente.
Os 25 militantes ou beneficiários do grande partido vão votar.
Mas agora apenas com os seus 25 votos conseguem obter 50% dos eleitos!

O grande partido não precisa de despender recursos em tentar obter o voto de outros cidadãos que não sejam militantes ou beneficiários porque estes simplesmente se abstiveram de votar.

Apenas 25 votos em 100 chegam para ganhar as eleições.

O voto electrónico diminui a abstenção

Temos milhões de portugueses expatriados por todo o mundo.

Tem consciência de que não é trivial conseguir votar quando se:

  • Está a centenas de Km do consulado mais próximo muitas vezes noutro país (ex. trabalhadores da construção em países de África)?
  • Tem dificuldade de mobilidade (ex. pessoas idosas)?
  • Trabalha ao Domingo (ex. empregados dos hipermercados)?
  • Trabalha à noite e se tem de descansar durante o dia (ex. padeiros)?
  • Está deslocado da sua zona normal de residência por obrigação profissional (ex. professores)?

Porque não existe voto electrónico em Portugal?

  • Se toda a nossa sociedade está a ser gerida através da Internet incluindo os impostos que financiam o Estado e a banca;
  • Se o sistema manual actual é caríssimo para os contribuintes devido à quantidade de mão-de-obra que é necessário contratar para as mesas de voto e contagens;
  • Se o voto electrónico existe há anos noutros países como o Brasil;
  • Se o voto electrónico reduz a elevada abstenção que compromete a nossa democracia.

O voto electrónico tem de ser implementado pelo Governo

Os grandes partidos são grupos de interesse que necessitam de elevados financiamentos extra para as suas campanhas com os seus congressos megalómanos, jantares sumptuosos das distritais, cartazes, etc.

Os grandes partidos são os que alternadamente ganham as eleições e constituem o Governo.

Diminuir a abstenção através do voto electrónico seria um risco desnecessário de perder o poder.

No Domingo vote!

Este artigo não é um ataque aos partidos. É um apelo ao resgate da Democracia.

No Domingo vote!

Eu vou votar num PANrtido pequeno.